Amar alguém nunca garante que vc será amado, não espere amor em troca. Simplesmente espere que o amor cresça no coração das outras pessoas. Mas se não crescer, fique feliz pq ele cresceu no seu coração. Talvez vc já tenha felicidade o suficiente que te faça "doce" e tentativas o suficiente que te façam forte...
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Decepções e o Superego
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Eu me vi no Cisne Negro
Nos entregamos de corpo e alma, doamos o que há de melhor em nós. Desejamos e somos desejados e nos entregamos ao outro sem reservas.
Sem reservas? Ops espera aí algo aconteceu em mim!
Falar na entrega é bem complicado, pior ainda é falar do EU desejado.
Ontem fui ao cinema com uma amiga e lá estava eu em frente a grande tela...Cisne Negro.
Afinal quem é o cisne negro?
Pra que ser cisne negro se podemos ser brancos?
Os questionamentos fluiam dentro de mim no decorrer e depois do filme. Como foi bom!
Como é bom olharmos para nós e identificarmos que muito do que desejamos no outro é nosso. Que projetamos no nosso relacionamento um ideal de desejo que o outro não pode nos oferecer. É claro se ele também não se projetar em nós.
Estamos em todo tempo dos nossos relacionamentos colocando no outro o que é nosso e querendo extirpar do outro o que não nos agrada, mas bem da verdade é que não suportamos ver no Outro o que é nosso!
Daí estabelece-se relacionamentos patólogicos, alucinações psicóticas, onde apenas Um pode existir.
E grande pergunta é: Quem somos de fato?
Qual o desejo desejado? Desejo pelo Outro ou me desejo no Outro?
Ah que confusão!!!
Quantas vezes estamos num relacionamento cheio de reservas iludidos pensando estar vivendo um grande relacionamento de amor.
Que nada!!!! O amor só pode ser estabelecido quando de fato posso SER na relação!
Quando posso EXISTIR de fato sem reservas...
Quando posso assumir que gostaria muito de ser o cisne negro mais que não sou ou vice versa...
Quando deparo com minhas fraquezas, minhas mazelas e não me frustro e não me decepciono.
Quando o outro pode me ver e encontrar em mim as falhas, as limitações e ainda sim me amar e me aceitar.
Quando não preciso tranportar para o Outro a minha responsabilidade de estar reservado na relação.
Meu Deus como é dificil abrir mão das construções de anos e Amadurecer...
Mais como é necessário perder o meu EU fragmentado para SER...
Como já disse em outras ocasiões há pêrdas que são necessárias, mas não posso negar são DOLORIDAS!!!!
Em todas as exsperiências de relacionamento estamos sempre nos justificando para não estarmos inteiros.
Não queremos nos mostrar, nos expor, entretanto, o bem da verdade é que para relacionar-se precisamos nos ver na relação e aí é que mora o perigo...
Quem quer se ver?
Quem quer encontrar-se num Eu inteiro?
Como é duro SER se a sociedade exige sempre que sejamos cisnes negros e brancos...mas muitas vezes não queremos...já que muitas vezes queremos matar em nós o que não desejamos!!!!
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
ABORTO - O LUGAR DO VAZIO
Estamos sempre tentando encontrar respostas para os desafios que a vida nos proporciona e recentemente passei por uma experiência de dor que me fez refletir sobre este assunto e quero compartilhar com os meus amigos, minhas reflexões.
Durante um tempo vamos gerando, construindo a cada dia uma história, imaginando o que será, como será, o nome, o sexo e tudo mais que nossa fantasia e imaginação possa nos levar.
Fantasiamos, enjoamos e os dias se passam trazendo consigo todas as transformações no crescer da barriga.
Assim como esta imagem são os relacionamentos, sejam quais forem amizade, namoro ou casamento.
Vamos gerando um relacionamento com todo carinho e fantasiando o que será quando de fato ele estiver pronto; planejamos, replanejamos, tentando prever ou quem sabe antecipar o futuro.
Em meio esta jornada, vamos construindo uma história com o Outro.
Esta história que quando iniciada não permitimos sequer pensar que ela possa ser interrompida. É um momento tão pleno que não permitimos tal pensamento.
Todo relacionamento exige doação de si, renúncia e compreensão para que pessoas tão diferentes ou até mesmo iguais possam construir uma base sólida para a chegada do resultado final...o nascimento!
Assim é a gravidez, no início nosso corpo não identifica o feto e há uma recusa de aceitação, daí os enjõos em algumas mulheres, mas passada esta fase a base vai se construindo até o nascimento do bebê.
Em meio a tantos sonhos, algo inesperado acontece!!!
Não nos preparamos para isso, não está em nossos planos a pêrda.
E aí tudo que foi construído se desmorona em poucos dias, em poucas horas, em tão pouco tempo sem sequer nos dá chance de escolha.
Queremos respostas, procuramos respostas lógicas que nos dê entendimento do que não é "entendível".
Como pode? Onde errei? O que aconteceu?
Também fazemos essas mesmas perguntas quando perdemos um relacionamento, um amigo, um amor, um familiar.
Nos perguntamos será que realmente me dediquei o suficiente, será que fiz tudo que eu podia, será que eu merecia isto?
Procuramos em nós o lugar da culpa, os erros cometidos e queremos remediar o que não pode ser remediado. Tentamos inutilmente reverter o processo na tentativa inconsciente e quem sabe consciente de impedir a pêrda.
E ali em meio a tanta dor, tristeza, lágrimas, fica o lugar VAZIO, o lugar do luto.
O lugar do Outro, o lugar dos sonhos não vividos, das conversas não faladas, do carinho não dedicado.
O lugar do SILÊNCIO!
Recentemente, encontrei uma amiga muito estimada pra mim que cortou seu elo de amizade comigo e fiquei me perguntando numa dor profunda, o que faço com o amor e carinho que sinto por ela? o que faço com a história de amizade que constuimos juntas?
Há um vázio dentro de mim, há um lugar vazio, o lugar da falta.
Uma outra pêrda também recente me fez questionar o relacionamento interrompido tão bruscamente como tantos outros que perdi e me reportou a um sentimento que eu pensara estar bem escondido:
Eu não quero perder, não consigo suportar esta dor latente!!!
Olhei para dentro de mim e bem lá no fundo encontrei....
Vários lugares VAZIOS!!!!!
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Desonestos do Amor!
Tento usar todos os meus recursos emocionais e meu conhecimento na Psicologia para responder essa tão cruel pergunta.
A sensação que tenho é que vivi numa grande fantasia, onde só eu amei, do meu jeito é claro, investindo com tudo no tal homem que a mim pareceu um "príncipe encantado".
Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico.
Ninguém, no começo de uma relação se apresenta como realmente é, apresentam mais suas qualidades do que seus defeitos, apresenta-se os charmes o que é natural. Mas isso é no começo.
Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos.
Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali atônito.
Atônita, ainda me encontro e me perguntando como pude cair nesta armadilha.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Um grito de Alerta!!!
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Desabafo
A tristeza que por mais que faço não sai da minh'alma. E não tem nada ver com minha fé em Deus... tem haver com minha dor.
Estou lendo um livro bem legal que se chama Decepcionados com Deus e meditando nele percebi que com tudo que passei e passo não estou decepcionada com Deus.
Estou triste por tudo que me sobreveio, pelas decepções, as esperanças não alcançadas, as frustrações de não poder ter, fazer e até mesmo esperar o que espero.
Há momentos em nossas vidas que somos levados a uma introspecção total do ser. Que olhamos para dentro de nós mesmos e pouco encontramos. Estou nessa fase.
Olho pra mim e vejo um oco que parece não ter fim... um labirinto que não me leva a lugar algum.
A tristeza é algo que ninguém quer falar, sentir ou compartilhar. Mas na tristeza também aprendemos a lidar conosco mesmo. Com nossas limitações e também as dos outros.
Hoje vi o quanto sou limitada e o quanto meus amigos também...
Precisei de um ombro pra chorar, um ouvido pra me ouvir, um braço para me abraçar e não encontrei. Não por que não tenho amigos, simplesmente porque em alguns momentos de nossas vidas a limitação do outro nos priva do mais simples gestos.
Desejei sumir... olhei para o céu e clamei como aquele cego no meio da estrada em Jericó:
Jesus tem compaixão de mim, vou sucumbir!!!!
O silêncio invadiu meu carro, as lágrimas transbordaram meus olhos...
E no vázio não tive acalanto.
Mas lá no fundo do meu ser uma palavra soou:
-EU SOU TUA FORÇA E TEU REFÚGIO!
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Depois de muito tempo, voltei!!
Puxa como é dificil hoje em dia definir o sentimento de amizade. A amizade assim como outros relacionamentos estão a cada dia mais escassos.
A amizade virtual está na moda, amizades a distância são fáceis de manter pois não há convívio.
Lidar com o diferente realmente é complicado, dizem que os opostos se atraem e que é na relação de opostos que acontece o desenvolvimento.
Desenvolvimento se dá no relacionamento seja ele qual for, mas relacionar-se dá trabalho.
Cultivar amigos dá trabalho, ouvi-los, acompanhá-los, entendê-los é mui trabalhoso e pensando nisso percebo que essa geração não é uma geração que quer ter trabalho.
Seja lá qual for o trabalho, essa geração é uma geração que quer facilidades.
A geração do fastfood onde tudo é mais rápido, a geração da ração humana que complementa aquilo que você não teve tempo de comer, a geração da informática que com apenas um clique sua carta chega ao destinatário, as ínumeras comunidades de relacionamentos (orkut, facebook, twister, limão) e por aí segue a lista.
É aí que entra meus questionamentos:
Estamos de fato nos relacionando com as pessoas?
Estamos de fato gastando tempo com as pessoas quando estamos na frente do Pc?
Estamos de fato nos desenvolvendo como seres humanos?
Cada vez menos a lista de amigos pessoais vão perdendo terreno para os virtuais.
O churrasquinho na casa dos amigos no domingo, o bate-papo nos portões, o ponto de encontro após o trabalho.
Tudo é virtual, podemos cultivar na "colheita feliz", adubar, plantar, cultivar e colher virtualmente.
Estamos de fato nos relacionando com as pessoas, com os opostos, com os iguais?
Se para crescermos como pessoas precisamos compartilhar experiências essa nova geração muito compartilha sim, sem dúvida. O que questiono é a qualidade do desenvolvimento desse ser humano.
É comum ouvirmos na Tv as grandes desgraças da vida e o declínio dos relacionamentos:
pai que mata filho, filho que estupra irmã, mãe que compactua com a morte de seu próprio filho, pedofilia e professor que agride aluno e vice-versa, uma infinidade de monstruosidades.
Será a corrupção do ser ou o maquiavélico que sempre existiu em nós que hoje encontra terreno pra se expor?