Amar alguém nunca garante que vc será amado, não espere amor em troca. Simplesmente espere que o amor cresça no coração das outras pessoas. Mas se não crescer, fique feliz pq ele cresceu no seu coração. Talvez vc já tenha felicidade o suficiente que te faça "doce" e tentativas o suficiente que te façam forte...
sábado, 14 de janeiro de 2012
DA JANELA DO MEU QUARTO
O dia parecia diferente na perspectiva da rosa. Nada lhe preocupava, pousando em meio alguns outros botões.
E vislumbrando a beleza da rosa comecei nos meus devaneios internos.
Quantas vezes nós estamos assim, com a pele aveludada, graciosa e cheia de perfume para espalhar aos outros. Pousamos em meio à um jardim de tantas outras flores, plantas e botões que competem conosco o desenrolar da vida.
Queremos oferecer o que há de mais belo em nós, desejamos algumas vezes sermos admirados em nossa beleza ou quem sabe pelo nosso perfume. E aí me deparei com a realidade em que chegamos.
Estamos tão absorvidos pela correria dos nossos dias, tentando desempenhar os mais diversos papéis em que nos colocamos ou que somos colocados, que não temos tempo sequer de observar a beleza do próximo.
Não trato aqui da observação da beleza interessada, do enamoramento, do galanteio. Falo de enxergar no meu próximo sua essência, suas qualidades, seus anseios. Enxergar a pessoa como um ser existencial com característica tão própria e única
Falo de vínculos. E por falar em vínculo, o que dizer dos vínculos familiares?
Até no seio da família nuclear os próximos não se enxergam. O contato familiar em alguns casos está tão distante que chega ao ponto da comunicação entre pais e filhos serem por email ou torpedos.
Exagero?
Não temos tempo de ver se o esposo cortou o cabelo ou se o filho está mais alto. A beleza da rosa do jardim familiar aos poucos está se perdendo. As pétalas caindo e nem percebemos.
Os espinhos ? Esses sim estão cada vez mais viçosos no seio familiar.
Filhos contra pais, pais contra filhos, filhos que matam seus pais por herança, pais que esquecem seus filhos dentro do carro fechado ou jogam eles pela janela porque choram demais.
Ah, os espinhos...encravados tão fortemente em nossa sociedade, desvirtuando o que foi constituído para dar segurança, proteção e apoio.
Descaracterizada, há quem chame o jardim da família de instituição falida.
Que a sociedade atual requer um novo padrão de família, uma fórmula mais moderna e não tão retrógrada.
Em casa uma visão mais aberta para educar os filhos.
Palmadas? Nem pensar, hoje é crime!
Pensa que eu sou radical, preconceituosa e antiguada? Que fui criada na época da ditadura militar?
Nada disso!
Se pensa assim, te convido a olhar em volta de você, sua família, a do seu vizinho ou amigo.
O que vê?
Rosas ou os espinhos?
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Uma reflexão: Porque há tantos cristãos afastados?
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Decepções e o Superego
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Eu me vi no Cisne Negro
Nos entregamos de corpo e alma, doamos o que há de melhor em nós. Desejamos e somos desejados e nos entregamos ao outro sem reservas.
Sem reservas? Ops espera aí algo aconteceu em mim!
Falar na entrega é bem complicado, pior ainda é falar do EU desejado.
Ontem fui ao cinema com uma amiga e lá estava eu em frente a grande tela...Cisne Negro.
Afinal quem é o cisne negro?
Pra que ser cisne negro se podemos ser brancos?
Os questionamentos fluiam dentro de mim no decorrer e depois do filme. Como foi bom!
Como é bom olharmos para nós e identificarmos que muito do que desejamos no outro é nosso. Que projetamos no nosso relacionamento um ideal de desejo que o outro não pode nos oferecer. É claro se ele também não se projetar em nós.
Estamos em todo tempo dos nossos relacionamentos colocando no outro o que é nosso e querendo extirpar do outro o que não nos agrada, mas bem da verdade é que não suportamos ver no Outro o que é nosso!
Daí estabelece-se relacionamentos patólogicos, alucinações psicóticas, onde apenas Um pode existir.
E grande pergunta é: Quem somos de fato?
Qual o desejo desejado? Desejo pelo Outro ou me desejo no Outro?
Ah que confusão!!!
Quantas vezes estamos num relacionamento cheio de reservas iludidos pensando estar vivendo um grande relacionamento de amor.
Que nada!!!! O amor só pode ser estabelecido quando de fato posso SER na relação!
Quando posso EXISTIR de fato sem reservas...
Quando posso assumir que gostaria muito de ser o cisne negro mais que não sou ou vice versa...
Quando deparo com minhas fraquezas, minhas mazelas e não me frustro e não me decepciono.
Quando o outro pode me ver e encontrar em mim as falhas, as limitações e ainda sim me amar e me aceitar.
Quando não preciso tranportar para o Outro a minha responsabilidade de estar reservado na relação.
Meu Deus como é dificil abrir mão das construções de anos e Amadurecer...
Mais como é necessário perder o meu EU fragmentado para SER...
Como já disse em outras ocasiões há pêrdas que são necessárias, mas não posso negar são DOLORIDAS!!!!
Em todas as exsperiências de relacionamento estamos sempre nos justificando para não estarmos inteiros.
Não queremos nos mostrar, nos expor, entretanto, o bem da verdade é que para relacionar-se precisamos nos ver na relação e aí é que mora o perigo...
Quem quer se ver?
Quem quer encontrar-se num Eu inteiro?
Como é duro SER se a sociedade exige sempre que sejamos cisnes negros e brancos...mas muitas vezes não queremos...já que muitas vezes queremos matar em nós o que não desejamos!!!!
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
ABORTO - O LUGAR DO VAZIO
Estamos sempre tentando encontrar respostas para os desafios que a vida nos proporciona e recentemente passei por uma experiência de dor que me fez refletir sobre este assunto e quero compartilhar com os meus amigos, minhas reflexões.
Durante um tempo vamos gerando, construindo a cada dia uma história, imaginando o que será, como será, o nome, o sexo e tudo mais que nossa fantasia e imaginação possa nos levar.
Fantasiamos, enjoamos e os dias se passam trazendo consigo todas as transformações no crescer da barriga.
Assim como esta imagem são os relacionamentos, sejam quais forem amizade, namoro ou casamento.
Vamos gerando um relacionamento com todo carinho e fantasiando o que será quando de fato ele estiver pronto; planejamos, replanejamos, tentando prever ou quem sabe antecipar o futuro.
Em meio esta jornada, vamos construindo uma história com o Outro.
Esta história que quando iniciada não permitimos sequer pensar que ela possa ser interrompida. É um momento tão pleno que não permitimos tal pensamento.
Todo relacionamento exige doação de si, renúncia e compreensão para que pessoas tão diferentes ou até mesmo iguais possam construir uma base sólida para a chegada do resultado final...o nascimento!
Assim é a gravidez, no início nosso corpo não identifica o feto e há uma recusa de aceitação, daí os enjõos em algumas mulheres, mas passada esta fase a base vai se construindo até o nascimento do bebê.
Em meio a tantos sonhos, algo inesperado acontece!!!
Não nos preparamos para isso, não está em nossos planos a pêrda.
E aí tudo que foi construído se desmorona em poucos dias, em poucas horas, em tão pouco tempo sem sequer nos dá chance de escolha.
Queremos respostas, procuramos respostas lógicas que nos dê entendimento do que não é "entendível".
Como pode? Onde errei? O que aconteceu?
Também fazemos essas mesmas perguntas quando perdemos um relacionamento, um amigo, um amor, um familiar.
Nos perguntamos será que realmente me dediquei o suficiente, será que fiz tudo que eu podia, será que eu merecia isto?
Procuramos em nós o lugar da culpa, os erros cometidos e queremos remediar o que não pode ser remediado. Tentamos inutilmente reverter o processo na tentativa inconsciente e quem sabe consciente de impedir a pêrda.
E ali em meio a tanta dor, tristeza, lágrimas, fica o lugar VAZIO, o lugar do luto.
O lugar do Outro, o lugar dos sonhos não vividos, das conversas não faladas, do carinho não dedicado.
O lugar do SILÊNCIO!
Recentemente, encontrei uma amiga muito estimada pra mim que cortou seu elo de amizade comigo e fiquei me perguntando numa dor profunda, o que faço com o amor e carinho que sinto por ela? o que faço com a história de amizade que constuimos juntas?
Há um vázio dentro de mim, há um lugar vazio, o lugar da falta.
Uma outra pêrda também recente me fez questionar o relacionamento interrompido tão bruscamente como tantos outros que perdi e me reportou a um sentimento que eu pensara estar bem escondido:
Eu não quero perder, não consigo suportar esta dor latente!!!
Olhei para dentro de mim e bem lá no fundo encontrei....
Vários lugares VAZIOS!!!!!
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Desonestos do Amor!
Tento usar todos os meus recursos emocionais e meu conhecimento na Psicologia para responder essa tão cruel pergunta.
A sensação que tenho é que vivi numa grande fantasia, onde só eu amei, do meu jeito é claro, investindo com tudo no tal homem que a mim pareceu um "príncipe encantado".
Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico.
Ninguém, no começo de uma relação se apresenta como realmente é, apresentam mais suas qualidades do que seus defeitos, apresenta-se os charmes o que é natural. Mas isso é no começo.
Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos.
Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali atônito.
Atônita, ainda me encontro e me perguntando como pude cair nesta armadilha.